Lancha Poveira

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Lancha Poveira

Os Braços da Lancha - António Vianez

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

"A Fé em Deus é o mais nobre embaixador e o mais belo estandarte que a Póvoa tem". Quem o diz é António Vianez que nasceu em Moçambique há 48 anos mas reside na Póvoa desde os seis anos de idade. Licenciado em Gestão de Empresas, António Vianez foi praticante de vela no Clube Naval Povoense e no Clube de Vela Atlântico, colectividades em que ganhou títulos e atingiu várias internacionalizações. Descendente de pescadores poveiros, mantém os dois cálices na sigla de família.

"Acompanhei de perto a construção da lancha poveira porque sempre nutri uma grande amizade e admiração pelos seus construtores: João Feiteira e o António Carpinteiro. Integrei a tripulação desde o bota-abaixo, uma cerimónia com muita gente a presenciar e a colaborar. Fomos ao mar com o saudoso mestre Antoninho ao leme da Lancha. O Ala Arriba foi na fabita como era antigamente. Para cumprir a tradição, uma virgem urinou para dar sorte e abençoar a lancha. Só não fui a Brest, de resto fiz todas as viagens até à Expo 98", recordou António Vianez.

A Voz da Póvoa (7 Novembro 2012), p. 15.

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Renascer Para Navegar

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Renascer para navegar
por José Peixoto

A 27 de Fevereiro de 1991 dava-se o levantamento da quilha no picadeiro. Data da maior tragédia marítima para a colmeia piscatória poveira acontecida em 1892. Seis meses e alguns dias depois, a 15 de Setembro de 1991, cerca de duas mil pessoas testemunhavam o Bota-Abaixo. Ou seja a condução do barco de onde está varado até à linha da maré.na enseada do Porto de Pesca.

A Voz da Póvoa, na sua edição de 19 de Setembro de 1991, deu a toda a primeira página uma fotografia da Lancha Poveira e um só título “BOTA-ABAIXO”. Nas duas páginas dedicadas ao acontecimento podia ler-se: “fruto de uma ideia de Manuel Lopes, director do Museu Municipal de Etnografia e História, e da sua persistência, a cerimónia do «Bota-Abaixo» da Lancha «Fé em Deus» constituiu igualmente o resultado da vontade colectiva.

Câmara Municipal, Clube Naval Povoense e classe piscatória deram as mãos, unindo esforços para a recuperação deste tesouro cultural”. Concretizava-se o sonho e retomava-se o saber-fazer de uma embarcação que simboliza e identifica toda uma comunidade.

Para que a vontade nunca esmoreça, a “Fé em Deus” festejou, sábado, os 21 anos de navegações, com mais uma saída ao mar da Póvoa. Manuel Costa, director da Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim, juntou-se à tripulação comandada pelo mestre Agonia Areias, que desde a primeira hora é o homem do leme da lancha poveira do alto.

O mar recebeu a “Fé em Deus” com a inquietude própria das marés que chamam o Outono, mas o vento compareceu sem vontade de agarrar o pano. Ancorada no seu ninho de água, a lancha desdeixou o mar. Mas promete voltar porque «a Lancha Poveira renasceu para navegar».

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Lancha Poveira do Alto - 21 anos a navegar

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LANCHA POVEIRA DO ALTO
"Fé em Deus"

Setembro 1991 - 2012
21 anos a navegar

 

Os Braços da Lancha - Manuel Mata

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

Sábado, 15 de Setembro, a Lancha Poveira do Alto completa 21 anos. A vela tornada concha pelo vento e a quilha a rasgar todas as marés continuará a ser o destino da “Fé em Deus”, orgulho dos poveiros e de todos os que trazem o coração agarrado à cidade, mesmo quando a vida os levou para outras margens.

Manuel Mata. “Não tive opção. Com três anos e meio fui carregado para o Brasil. O meu pai foi dois anos antes arrumar a vida. Ele tinha lá um irmão e um cunhado que facilitaram a integração. Quando arrumou o dinheiro para a minha mãe e os três filhos viajar de barco, juntou a família. Nos primeiros anos, o meu pai foi pescador, mas depois deixou o mar para trabalhar numa padaria. A gente cresceu e aos dez anos começou a ajudar na padaria”, revelou-nos Manuel Mata.

A viver no Brasil onde exerce engenharia civil, Manuel Mata nasceu na Póvoa de Varzim em 1948. De visita ao berço, o mais recente tripulante explica como é que o seu destino se cruzou com a lancha poveira: “o mestre Nia falou-me da viagem a Santiago e, como sempre quis participar numa aventura dessas, ofereci-me de imediato. Foi uma viagem inesquecível. Foi o melhor que me aconteceu nestes dois meses e meio de férias”.

E acrescenta: “navegar na lancha poveira tocou-me profundamente. Quando tinha uns três anos, subia ao barco do meu avô, onde o meu pai era tripulante. Era uma embarcação com dois nomes, de um lado Santo António, do outro Sª da Agonia. Enquanto na areia puxavam os cabos (ala arriba), eu feliz da vida olhava os peixes nas cavernas do barco. Depois de 60 anos passados no Brasil, foi um renovar de sensações”.

A Voz da Póvoa (12 Setembro 2012), p. 15.

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Barras serão dragadas na próxima semana

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Setembro 5, 2012

Estão marcadas para os próximos dias, o início das dragagens nos portos de pesca da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, após meses de luta dos pescadores e dos inúmeros contactos realizados com agentes do governo, através do Mestre José Festas, presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, além dos autarcas locais. O líder da Pró-Maior congratula-se com o facto de haver dragagens, mas ainda não está totalmente satisfeito.

Os trabalhos de dragagem das areias na entrada das barras dos portos da Póvoa de Varzim e Vila do Conde vão ser consignados esta quinta-feira, de acordo com nota informativa da autarquia vila-condense, prevendo-se que as mesmas tenham início na próxima semana. De acordo com os dados recolhidos, os trabalhos terão a duração aproximada de três meses e o custo da empreitada será de 1,2 milhões de euros, devendo ser retirados mais de cem mil metros cúbicos de areia na barra de Vila do Conde e mais de setenta mil metros cúbicos na da Póvoa de Varzim.

Recorde-se que os marítimos chegaram a reivindicar junto das entidades governativas a questão, e inclusive prometeram atitudes mais drásticas, dado que a situação nestas barras tem vindo a pôr em causa a segurança dos pescadores e das embarcações, resultado do aumento do volume de areia que se acumula na entrada dos portos.

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Agenda do Oceano - 15 de Agosto 2012

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Agenda do Oceano 15 de Agosto 2012

Sociedade de Geografia de Lisboa - Secção de Geografia dos Oceanos

Sociedade de Geografia de Lisboa ->

 

Os Braços da Lancha - João Castro

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

João Castro nasceu na Casa dos Pescadores da Póvoa de Varzim, em 1954, e o mar chamou-o aos 11 anos de idade. “O meu pai tinha uma motora, e como havia falta de tripulantes saiu-me em sorte ser pescador, embora não eu gostasse. Aos 24 anos fui o mestre mais jovem da embarcação. Também andei dois anos ao bacalhau, nos finais dos anos 70. Era já o tempo das bateiras, da pesca à rede e do arrasto.

Com o iodo metido no corpo, o mar enraizou-me e andei por lá uma vida. Fui pescador, arrais de pesca local, contramestre, mestre costeiro e mestre do largo, que é o máximo da mestrança. Fruto da experiência que angariei no mar, acabei a pilotar navios comerciais e de turistas”.

A primeira vez na lancha poveira aconteceu por convite do mestre Agonia Areias, em 2004, numa viagem à Galiza: “ Saímos com o vento de noroeste, que foi rodando para sudoeste. Sempre à vela com um mar ameaçador, mas a “Fé em Deus” respondia a todas as solicitações e mantinha-se firme.

Foi uma viagem um bocado atormentada com a lancha a erguer e a espalmar na onda seguinte. Aconteceram alguns enjoos”. E acrescenta: “fomos calorosamente recebidos pela organização do encontro de embarcações tradicionais. Com o tempo que estava, pensaram que acabaríamos por arribar a Fé em Deus” em qualquer porto”.

A Voz da Póvoa (22 Agosto 2012), p. 15.

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A Lancha Poveira Navegou Até Santiago de Compostela

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A Lancha Poveira sempre a navegar
por José Peixoto

 

O vento dormia sossegado e a noite embaciou o dia de nevoeiro. Faltava um quarto para as seis da manhã, quando a Lancha Poveira do Alto se fez ao mar, rumo a Santiago de Compostela.

Pouco depois o motor assobiou, a temperatura subiu e o coração dos tripulantes balanceou mais que a “Fé em Deus”. Uma verificação ao óleo, refrigeração e outros ais possíveis, não revelaram qualquer anomalia. O mestre reduziu as rotações e a viagem voltou a ganhar rumo, sem mais queixas do motor.

A manhã nasceu com vista curta. Um mar cinzento da cor do tempo, tão igual que se confundia com o céu. Quando o nevoeiro abriu um pouco a costa aproximou-se dos olhos. A meio da manhã o vento acordou e a vela subiu no mastro.

O tempo não vive de esperas, aproximava-se o meio-dia e a lancha aportava em Lá Guardia. O cais encheu-se de curiosos e perguntadores. Os mais velhos recordavam as lanchas do antigamente, ancoradas à espera do vento norte. Era o tempo em que o pescador poveiro subia o monte de Santa Tecla para virar a telha na capela (virar o norte) e gravar as siglas da embarcação na porta do templo.

Esta paragem de meia hora serviu para o tripulante José Ferreira carimbar, no Ajuntamento, as credenciais do peregrino. O mesmo aconteceria em Carril, Padrón e Santiago.

Reportagem desenvolvida, com todas as fotos, na edição desta semana..

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