Lancha Poveira

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Lancha Poveira

O vigor da Lancha Poveira do Alto, após 21 anos

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A anteriormente referida viagem da lancha poveira do alto “Fé em Deus” à Galiza, correu bem. Partimos da Póvoa cerca das 5:30 da manhã do dia 27 e foram doze horas e meia de viagem. O tempo sempre se manteve muito carregado, de um cinzento que misturava céu e mar numa única tonalidade. Após passagem da fronteira marítima, entramos no porto d´A Guarda para uma pausa rápida, porto esse também com grande tradição nas grandes lanchas de pesca volanteiras.

Chegamos então a Carril com o sol já baixo, e aí passamos a primeira noite, saíndo na manhã seguinte bem cedo, de novo a navegar, rio Ulla acima até Padrón, viagem de cerca de duas horas, só a motor e com a ajuda de um “piloto” local.

Após o regresso de novo a Carril e a um tardio almoço, aproveitamos o sol de fim de tarde para navegar para o porto de Ribeira, onde atracamos na marina, jantamos e dormimos a bordo da lancha. A noite esteve ventosa e fria, mas para quem escolheu dormir numa pana (bancos intermédios destas embarcações), como eu, o abrigo foi excelente, não se sentindo qualquer ponta de vento ou frio.

Ver a notícia completa no blogue
CAXINAS de "Lugar" a Freguesia ->

 

"Fé em Deus" em Santiago de Compostela

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Foi no passado fim-de-semana que a Lancha Poveira do Alto "Fé em Deus" se deslocou a Santiago de Compostela. Aqui fica o certificado da "peregrinação pelo mar" numa viagem que decorreu entre 27 e 29 de Julho.

 

A Lancha Poveira sempre a navegar - galeria de imagens

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Galeria de imagens da viagem da Lancha Poveira do Alto com dois grupos de jovens do Agrupamento de Escuteiros de Vilarinho das Cambas, Famalicão. 
Fotos de José Peixoto

 

VIAGEM A SANTIAGO DE COMPOSTELA

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VIAGEM DA LANCHA POVEIRA "FÉ EM DEUS" A SANTIAGO DE COMPOSTELA
27 a 29 de Julho

Esta sexta-feira, 27 de Julho, quando a manhã acordar o dia a lancha poveira do alto “Fé em Deus” faz-se ao mar para traçar o caminho marítimo para Santiago de Compostela. Caminhar sobre a água até Santiago com a lancha poveira, era um velho sonho de Manuel Lopes, (antigo director da Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim) revela o mestre da lancha poveira, Agonia Areias: “falamos muitas vezes desta viagem, da religiosidade do pescador poveiro, que sempre enfrentou o mar com a cruz no peito. Para Manuel Lopes era muito importante levar a lancha até Padron e depois caminhar até Santiago”. E acrescenta: “entre a tripulação há quem encare esta viagem como uma peregrinação a Santiago. Chegou a hora de fazer cumprir o destino”, conclui o mestre que liderou todas as viagens desde o bota abaixo da lancha poveira. A 15 de Setembro de 1991.

Três dias para a viagem estão programados para esta peregrinação. Reunidas as condições logísticas, as forças e as vontades, entre o Pelouro da Cultura da Póvoa de Varzim e a tripulação, a “Fé em deus” tomará o rumo até à ria de Arousa, para pernoitar em Carril, Vilagarcia de Arousa. No sábado com o apoio da Asociación Cultural Depotiva Rompetimons, membro da Federación Galega pola Cultura Marítima e Fluvial, manhã cedo a lancha poveira do alto subirá o rio Ulla até Padron, onde deverá ficar ancorada. A tripulação composta por 16 tripulantes, segue o caminho até Santiago de Compostela. O regresso deverá acontecer ao final da tarde. O domingo acordará cedo com a “Fé em Deus” a regressar ao cais da Póvoa de Varzim.

A lancha poveira do alto é um barco de boca aberta, de quilha, roda de proa e cadaste. Arma uma grande vela de pendão de amurar à proa. Como não dispõe de patilhão, um leme alteado assegura essa função. A “Fé em Deus” foi reconstruída segundo normas e modelos tradicionais locais e representa uma das últimas lanchas poveiras a ir ao mar na década de cinquenta do século passado. O início da construção deu-se a 27 de Fevereiro de 1991, com o levantamento da quilha no picadeiro e o bota abaixo a 15 de Setembro do mesmo ano.

Sem mais, com um grande abraço
José Peixoto

 

A Lancha sempre a navegar

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A Lancha Poveira sempre a navegar
por José Peixoto

 

Com a nortada varrendo o mar, agarrando o pano, a lancha poveira deixou o cais a meio da tarde de sábado, para marear com dois grupos de escuteiros.

Deposi de no passado dis 23 de Junho, os alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto, que integraram o projecto "Histórias do Mar", terem tido a oportunidade de navegar na Fé em Deus, foi a vez de uma dúzia de jovens do agrupamento de Escuteiros de Vilarinho das Cambas, Famalicão, viverem as emoções da navegação à vela numa embarcação tradicional.

Ver mais aqui ->

 

 

VAMOS SALVAR A ARTE DOS PESCADORES PORTUGUESES DA BEIRA LITORAL

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VAMOS SALVAR A ARTE DOS PESCADORES PORTUGUESES DA BEIRA LITORAL

Organizada pelos pescadores locais e pela Câmara Municipal de Mira realiza-se hoje, em 23.07.2012, na Praia de Mira (pelas 15.00 horas, no auditório do Centro Cultural e Recreativo) uma reunião de discussão aberta ao público que vai ser decisiva para a sobrevivência e para o futuro de um tipo especial de Pesca portuguesa que tem séculos de história e que constitui um dos exemplos mais emblemáticos e culturalmente mais significativos — e, por isso, desde sempre, um dos exemplos mais invocados e mais utilizados como cartaz turístico e como paradigma de Cultura Popular — da Etnografia, da História e da Identidade Nacional de Portugal.

Um tipo de pesca, um tipo de património cultural marítimo, e um tipo de comunidade de pescadores que, paradoxalmente, ao mesmo tempo que em Portugal têm sido sempre infindavelmente exibidos como emblemáticos, turísticos e paradigmáticos, tem também sido sempre, ou quase sempre, desprezados e esquecidos (quando não perseguidos e asfixiados); e que por isso têm vindo a extinguir-se, e têm desaparecido "como neve diante do sol".

A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, modernamente designada legalmente pelas instituições administrativas e fiscais do Estado português com o nome oficial de "Arte-Xávega" (nomeadamente segundo a Portaria 488/96 publicada no D.R., 1ª Ser., nr. 213, de 13.09.1996) —praticada com utilização das incomparáveis e belas embarcações artesanais portuguesas de madeira chamadas “Barcos do Mar”, ou “Barcos da Arte” (a embarcação mais popularmente conhecida com o nome de “Meia-Lua”, e que consideramos “o mais belo barco do mundo”) —, é um tipo de pesca artesanal e uma realidade humana, sociológica, tecnológica e civilizacional absolutamente única e fascinante, que não tem equivalente em qualquer outra parte da Europa e do Mundo, e que seria um enorme crime (um crime sem perdão) se alguma vez viesse a ser deixada morrer.

É um tipo de pesca muito específico, muito especializado e bastante diferente (pois, na sua aparente simplicidade, é muito mais heróico e muito mais difícil e perigoso do que julgam os que nada sabem de mar), e que por isso não pode ser comparado com qualquer outro tipo de pesca praticada em qualquer outro litoral oceânico do mundo inteiro. É mesmo muito diferente, e muito mais impressionante, em coragem e em esforço,  do que os próprios modelos originais mediterrânicos da “Xávega”, islâmica, andaluza e algarvia, que lhe estiveram na origem há muitos séculos atrás, mas que entretanto já se extinguiram (ao longo do século XX), e que já não existem hoje em dia (no século XXI).

A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, característica dos litorais portugueses da Ria de Aveiro e da Beira Litoral (hoje, legalmente, dita “Arte-Xávega”), é uma arte que nos nossos dias ainda continua a ser praticada por muitas centenas de homens e mulheres, desde as praias de Espinho até à Praia da Vieira de Leiria, e actualmente com o coração na Praia de Mira (depois de, outrora, ter irradiado sobretudo a partir das praias do Furadouro, Torreira e Ílhavo), e é uma das realidades mais impressionantes, mais autênticas e mais simbólicas — e, por isso, mais importantes — daquilo que continua a ser, ainda hoje, Portugal: um país dividido entre o Passado e o Futuro, um país sempre adiado, e sempre sem conseguir descobrir o seu caminho, entre a tradição que não consegue manter e a modernidade que não consegue construir. Um país sempre mergulhado no seu subdesenvolvimento secular e na sua insustentabilidade económica. Mas que, nem por isso, pode ou deve sacrificar os mais autênticos e verdadeiros exemplos da sua identidade nacional e da sua cultura secular em nome de quaisquer cegas burocracias estatais normalizadoras, ou de quaisquer imbecis aculturações televisivas, ou de quaisquer bizantinismos “culturais” “modernizadores”, ignorantes das verdadeiras tradições e identidades locais.

Alfredo Pinheiro Marques
Centro de Estudos do Mar - CEMAR

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Outros documentos

- Pesca do arrasto para terra, em Portugal, nos fins do séc. XIX e nos fins do séc. XX

- A Xávea no sul de Portugal

- As companhias de artes ainda existentes

- Pescadores indignados com a acção da GNR (Diário de Coimbra e Beiras)

. Notícia 1 | Notícia 2 | Notícia 3

 

Os Braços da Lancha - José Feiteira

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

Como Se Fez a Fé Em Deus

A lancha poveira do alto é um barco de boca aberta, de quilha, roda de proa e cadaste. Arma uma grande vela de pendão de amurar à proa. Como não dispõe de patilhão, um leme alteado assegura essa função.

A “Fé em Deus” foi reconstruída segundo normas e modelos tradicionais locais e representa uma das últimas lanchas poveiras a ir ao mar na década de cinquenta do século passado.

“O início da construção deu-se a 27 de Fevereiro de 1991, com o levantamento da quilha no picadeiro e o bota abaixo, a 15 de Setembro do mesmo ano”, recorda João Feiteira, construtor da Lancha Poveira. E acrescenta: “embora o Alberto Marta e o Silva Pereira se tivessem envolvido no projecto, Manuel Lopes foi grande mentor e impulsionador da construção da construção da embarcação”.

João Feiteira nasceu na Póvoa de Varzim em 1925. Ainda criança começou a trabalhar no estaleiro na rua da Caverneira. Aos 18 anos de idade partiu para Moçambique, onde aprendeu todas as artes de construção naval: “cheguei a operário de primeira categoria a trabalhar nas lanchas.

Em Lourenço Marques fui funcionário da Marinha e regressei com a descolonização, em 1976. O Silva Pereira foi quem me deu guarida no Clube Naval, onde continuei a minha actividade de construtor naval. Mais tarde um, companheiro das Caxinas, hoje presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, sugeriu-me uma sociedade e compramos um estaleiro e criamos o Postiga e Feiteira”.

A Voz da Póvoa (18 Julho 2012), p. 15.

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Inauguração do Museu Marítimo de Esposende

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Inauguração do Museu Marítimo de Esposende

20 de Julho 2012, 18h30

 


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