Lancha Poveira

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Lancha Poveira

Os Braços da Lancha - João Castro

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

João Castro nasceu na Casa dos Pescadores da Póvoa de Varzim, em 1954, e o mar chamou-o aos 11 anos de idade. “O meu pai tinha uma motora, e como havia falta de tripulantes saiu-me em sorte ser pescador, embora não eu gostasse. Aos 24 anos fui o mestre mais jovem da embarcação. Também andei dois anos ao bacalhau, nos finais dos anos 70. Era já o tempo das bateiras, da pesca à rede e do arrasto.

Com o iodo metido no corpo, o mar enraizou-me e andei por lá uma vida. Fui pescador, arrais de pesca local, contramestre, mestre costeiro e mestre do largo, que é o máximo da mestrança. Fruto da experiência que angariei no mar, acabei a pilotar navios comerciais e de turistas”.

A primeira vez na lancha poveira aconteceu por convite do mestre Agonia Areias, em 2004, numa viagem à Galiza: “ Saímos com o vento de noroeste, que foi rodando para sudoeste. Sempre à vela com um mar ameaçador, mas a “Fé em Deus” respondia a todas as solicitações e mantinha-se firme.

Foi uma viagem um bocado atormentada com a lancha a erguer e a espalmar na onda seguinte. Aconteceram alguns enjoos”. E acrescenta: “fomos calorosamente recebidos pela organização do encontro de embarcações tradicionais. Com o tempo que estava, pensaram que acabaríamos por arribar a Fé em Deus” em qualquer porto”.

A Voz da Póvoa (22 Agosto 2012), p. 15.

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A Lancha Poveira Navegou Até Santiago de Compostela

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A Lancha Poveira sempre a navegar
por José Peixoto

 

O vento dormia sossegado e a noite embaciou o dia de nevoeiro. Faltava um quarto para as seis da manhã, quando a Lancha Poveira do Alto se fez ao mar, rumo a Santiago de Compostela.

Pouco depois o motor assobiou, a temperatura subiu e o coração dos tripulantes balanceou mais que a “Fé em Deus”. Uma verificação ao óleo, refrigeração e outros ais possíveis, não revelaram qualquer anomalia. O mestre reduziu as rotações e a viagem voltou a ganhar rumo, sem mais queixas do motor.

A manhã nasceu com vista curta. Um mar cinzento da cor do tempo, tão igual que se confundia com o céu. Quando o nevoeiro abriu um pouco a costa aproximou-se dos olhos. A meio da manhã o vento acordou e a vela subiu no mastro.

O tempo não vive de esperas, aproximava-se o meio-dia e a lancha aportava em Lá Guardia. O cais encheu-se de curiosos e perguntadores. Os mais velhos recordavam as lanchas do antigamente, ancoradas à espera do vento norte. Era o tempo em que o pescador poveiro subia o monte de Santa Tecla para virar a telha na capela (virar o norte) e gravar as siglas da embarcação na porta do templo.

Esta paragem de meia hora serviu para o tripulante José Ferreira carimbar, no Ajuntamento, as credenciais do peregrino. O mesmo aconteceria em Carril, Padrón e Santiago.

Reportagem desenvolvida, com todas as fotos, na edição desta semana..

Ver mais aqui ->

 

 

FÉ EM DEUS a navegar no 1º encontro de embarcações tradicionais da Póvoa de Varzim

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1.º Encontro de Embarcações Tradicionais da Póvoa de Varzim.
Pequeno e raro filme da lancha poveira do alto "Fé em Deus" filmada do exterior a navegar.

Imagens: José Peixoto
Edição: António Fangueiro

 

   

O vigor da Lancha Poveira do Alto, após 21 anos

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A anteriormente referida viagem da lancha poveira do alto “Fé em Deus” à Galiza, correu bem. Partimos da Póvoa cerca das 5:30 da manhã do dia 27 e foram doze horas e meia de viagem. O tempo sempre se manteve muito carregado, de um cinzento que misturava céu e mar numa única tonalidade. Após passagem da fronteira marítima, entramos no porto d´A Guarda para uma pausa rápida, porto esse também com grande tradição nas grandes lanchas de pesca volanteiras.

Chegamos então a Carril com o sol já baixo, e aí passamos a primeira noite, saíndo na manhã seguinte bem cedo, de novo a navegar, rio Ulla acima até Padrón, viagem de cerca de duas horas, só a motor e com a ajuda de um “piloto” local.

Após o regresso de novo a Carril e a um tardio almoço, aproveitamos o sol de fim de tarde para navegar para o porto de Ribeira, onde atracamos na marina, jantamos e dormimos a bordo da lancha. A noite esteve ventosa e fria, mas para quem escolheu dormir numa pana (bancos intermédios destas embarcações), como eu, o abrigo foi excelente, não se sentindo qualquer ponta de vento ou frio.

Ver a notícia completa no blogue
CAXINAS de "Lugar" a Freguesia ->

 

"Fé em Deus" em Santiago de Compostela

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Foi no passado fim-de-semana que a Lancha Poveira do Alto "Fé em Deus" se deslocou a Santiago de Compostela. Aqui fica o certificado da "peregrinação pelo mar" numa viagem que decorreu entre 27 e 29 de Julho.

 

A Lancha Poveira sempre a navegar - galeria de imagens

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Galeria de imagens da viagem da Lancha Poveira do Alto com dois grupos de jovens do Agrupamento de Escuteiros de Vilarinho das Cambas, Famalicão. 
Fotos de José Peixoto

 

VIAGEM A SANTIAGO DE COMPOSTELA

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VIAGEM DA LANCHA POVEIRA "FÉ EM DEUS" A SANTIAGO DE COMPOSTELA
27 a 29 de Julho

Esta sexta-feira, 27 de Julho, quando a manhã acordar o dia a lancha poveira do alto “Fé em Deus” faz-se ao mar para traçar o caminho marítimo para Santiago de Compostela. Caminhar sobre a água até Santiago com a lancha poveira, era um velho sonho de Manuel Lopes, (antigo director da Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim) revela o mestre da lancha poveira, Agonia Areias: “falamos muitas vezes desta viagem, da religiosidade do pescador poveiro, que sempre enfrentou o mar com a cruz no peito. Para Manuel Lopes era muito importante levar a lancha até Padron e depois caminhar até Santiago”. E acrescenta: “entre a tripulação há quem encare esta viagem como uma peregrinação a Santiago. Chegou a hora de fazer cumprir o destino”, conclui o mestre que liderou todas as viagens desde o bota abaixo da lancha poveira. A 15 de Setembro de 1991.

Três dias para a viagem estão programados para esta peregrinação. Reunidas as condições logísticas, as forças e as vontades, entre o Pelouro da Cultura da Póvoa de Varzim e a tripulação, a “Fé em deus” tomará o rumo até à ria de Arousa, para pernoitar em Carril, Vilagarcia de Arousa. No sábado com o apoio da Asociación Cultural Depotiva Rompetimons, membro da Federación Galega pola Cultura Marítima e Fluvial, manhã cedo a lancha poveira do alto subirá o rio Ulla até Padron, onde deverá ficar ancorada. A tripulação composta por 16 tripulantes, segue o caminho até Santiago de Compostela. O regresso deverá acontecer ao final da tarde. O domingo acordará cedo com a “Fé em Deus” a regressar ao cais da Póvoa de Varzim.

A lancha poveira do alto é um barco de boca aberta, de quilha, roda de proa e cadaste. Arma uma grande vela de pendão de amurar à proa. Como não dispõe de patilhão, um leme alteado assegura essa função. A “Fé em Deus” foi reconstruída segundo normas e modelos tradicionais locais e representa uma das últimas lanchas poveiras a ir ao mar na década de cinquenta do século passado. O início da construção deu-se a 27 de Fevereiro de 1991, com o levantamento da quilha no picadeiro e o bota abaixo a 15 de Setembro do mesmo ano.

Sem mais, com um grande abraço
José Peixoto

 

A Lancha sempre a navegar

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A Lancha Poveira sempre a navegar
por José Peixoto

 

Com a nortada varrendo o mar, agarrando o pano, a lancha poveira deixou o cais a meio da tarde de sábado, para marear com dois grupos de escuteiros.

Deposi de no passado dis 23 de Junho, os alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto, que integraram o projecto "Histórias do Mar", terem tido a oportunidade de navegar na Fé em Deus, foi a vez de uma dúzia de jovens do agrupamento de Escuteiros de Vilarinho das Cambas, Famalicão, viverem as emoções da navegação à vela numa embarcação tradicional.

Ver mais aqui ->

 

 


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