Lancha Poveira

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Lancha Poveira

VAMOS SALVAR A ARTE DOS PESCADORES PORTUGUESES DA BEIRA LITORAL

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VAMOS SALVAR A ARTE DOS PESCADORES PORTUGUESES DA BEIRA LITORAL

Organizada pelos pescadores locais e pela Câmara Municipal de Mira realiza-se hoje, em 23.07.2012, na Praia de Mira (pelas 15.00 horas, no auditório do Centro Cultural e Recreativo) uma reunião de discussão aberta ao público que vai ser decisiva para a sobrevivência e para o futuro de um tipo especial de Pesca portuguesa que tem séculos de história e que constitui um dos exemplos mais emblemáticos e culturalmente mais significativos — e, por isso, desde sempre, um dos exemplos mais invocados e mais utilizados como cartaz turístico e como paradigma de Cultura Popular — da Etnografia, da História e da Identidade Nacional de Portugal.

Um tipo de pesca, um tipo de património cultural marítimo, e um tipo de comunidade de pescadores que, paradoxalmente, ao mesmo tempo que em Portugal têm sido sempre infindavelmente exibidos como emblemáticos, turísticos e paradigmáticos, tem também sido sempre, ou quase sempre, desprezados e esquecidos (quando não perseguidos e asfixiados); e que por isso têm vindo a extinguir-se, e têm desaparecido "como neve diante do sol".

A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, modernamente designada legalmente pelas instituições administrativas e fiscais do Estado português com o nome oficial de "Arte-Xávega" (nomeadamente segundo a Portaria 488/96 publicada no D.R., 1ª Ser., nr. 213, de 13.09.1996) —praticada com utilização das incomparáveis e belas embarcações artesanais portuguesas de madeira chamadas “Barcos do Mar”, ou “Barcos da Arte” (a embarcação mais popularmente conhecida com o nome de “Meia-Lua”, e que consideramos “o mais belo barco do mundo”) —, é um tipo de pesca artesanal e uma realidade humana, sociológica, tecnológica e civilizacional absolutamente única e fascinante, que não tem equivalente em qualquer outra parte da Europa e do Mundo, e que seria um enorme crime (um crime sem perdão) se alguma vez viesse a ser deixada morrer.

É um tipo de pesca muito específico, muito especializado e bastante diferente (pois, na sua aparente simplicidade, é muito mais heróico e muito mais difícil e perigoso do que julgam os que nada sabem de mar), e que por isso não pode ser comparado com qualquer outro tipo de pesca praticada em qualquer outro litoral oceânico do mundo inteiro. É mesmo muito diferente, e muito mais impressionante, em coragem e em esforço,  do que os próprios modelos originais mediterrânicos da “Xávega”, islâmica, andaluza e algarvia, que lhe estiveram na origem há muitos séculos atrás, mas que entretanto já se extinguiram (ao longo do século XX), e que já não existem hoje em dia (no século XXI).

A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, característica dos litorais portugueses da Ria de Aveiro e da Beira Litoral (hoje, legalmente, dita “Arte-Xávega”), é uma arte que nos nossos dias ainda continua a ser praticada por muitas centenas de homens e mulheres, desde as praias de Espinho até à Praia da Vieira de Leiria, e actualmente com o coração na Praia de Mira (depois de, outrora, ter irradiado sobretudo a partir das praias do Furadouro, Torreira e Ílhavo), e é uma das realidades mais impressionantes, mais autênticas e mais simbólicas — e, por isso, mais importantes — daquilo que continua a ser, ainda hoje, Portugal: um país dividido entre o Passado e o Futuro, um país sempre adiado, e sempre sem conseguir descobrir o seu caminho, entre a tradição que não consegue manter e a modernidade que não consegue construir. Um país sempre mergulhado no seu subdesenvolvimento secular e na sua insustentabilidade económica. Mas que, nem por isso, pode ou deve sacrificar os mais autênticos e verdadeiros exemplos da sua identidade nacional e da sua cultura secular em nome de quaisquer cegas burocracias estatais normalizadoras, ou de quaisquer imbecis aculturações televisivas, ou de quaisquer bizantinismos “culturais” “modernizadores”, ignorantes das verdadeiras tradições e identidades locais.

Alfredo Pinheiro Marques
Centro de Estudos do Mar - CEMAR

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Outros documentos

- Pesca do arrasto para terra, em Portugal, nos fins do séc. XIX e nos fins do séc. XX

- A Xávea no sul de Portugal

- As companhias de artes ainda existentes

- Pescadores indignados com a acção da GNR (Diário de Coimbra e Beiras)

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Os Braços da Lancha - José Feiteira

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

Como Se Fez a Fé Em Deus

A lancha poveira do alto é um barco de boca aberta, de quilha, roda de proa e cadaste. Arma uma grande vela de pendão de amurar à proa. Como não dispõe de patilhão, um leme alteado assegura essa função.

A “Fé em Deus” foi reconstruída segundo normas e modelos tradicionais locais e representa uma das últimas lanchas poveiras a ir ao mar na década de cinquenta do século passado.

“O início da construção deu-se a 27 de Fevereiro de 1991, com o levantamento da quilha no picadeiro e o bota abaixo, a 15 de Setembro do mesmo ano”, recorda João Feiteira, construtor da Lancha Poveira. E acrescenta: “embora o Alberto Marta e o Silva Pereira se tivessem envolvido no projecto, Manuel Lopes foi grande mentor e impulsionador da construção da construção da embarcação”.

João Feiteira nasceu na Póvoa de Varzim em 1925. Ainda criança começou a trabalhar no estaleiro na rua da Caverneira. Aos 18 anos de idade partiu para Moçambique, onde aprendeu todas as artes de construção naval: “cheguei a operário de primeira categoria a trabalhar nas lanchas.

Em Lourenço Marques fui funcionário da Marinha e regressei com a descolonização, em 1976. O Silva Pereira foi quem me deu guarida no Clube Naval, onde continuei a minha actividade de construtor naval. Mais tarde um, companheiro das Caxinas, hoje presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, sugeriu-me uma sociedade e compramos um estaleiro e criamos o Postiga e Feiteira”.

A Voz da Póvoa (18 Julho 2012), p. 15.

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Inauguração do Museu Marítimo de Esposende

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Inauguração do Museu Marítimo de Esposende

20 de Julho 2012, 18h30

 

O mar enquanto património cultural

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Sem esquecer a valia económica dos rios e dos oceanos, Miguel Honrado "puxa a brasa à sua sardinha" e destaca a importância do mar enquanto património histórico e cultural.

 

Lancha com mariato para as Festas de S. Pedro

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A Lancha Poveira do Alto "Fé em Deus" com mariato centrada nas águas do cais para as Festas de S. Pedro 2012

 

Viagem da Lancha Poveira "Fé em Deus"

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No passado dia 23 de Junho, a Lancha Poveira "Fé em Deus", realizou mais uma viagem pela costa da Póvoa de Varzim.

Foram de viagem na Lancha, os alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto que integraram o Projecto "Histórias do Mar".

O projecto “Histórias do Mar” realizado pelos alunos do Curso Profissional de Animador Sociocultural, da Escola Secundária Rocha Peixoto, em parceria com a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, integrou o registo de entrevistas realizadas a pessoas cujas profissões estão relacionadas com o Mar.

Galeria de imagens
Fotografia de José Peixoto

 

 

Marinha do Tejo 2012

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Está concluído o programa de Eventos da «Marinha do Tejo» para 2012, programa este que engloba os eventos organizados pelo CNM - Centro Náutico Moitense, ADNA - Associação Desportos Náuticos Alhosvedrenses - Amigos do Mar, APAETT - Associação dos Proprietários e Arrais das Embarcações Típicas do Tejo e a ANAU - Associação Náutica Montinjense.

A «Marinha do Tejo» foi instituída pelo Despacho 15899/2008 de 11 de Junho, de Sexa. o SEDNAM - Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar

A ANMPN é um dos Patrocinadores destes Eventos da Marinha do Tejo, colaborando na sua organização e promovendo a divulgação.

Poderá efectuar o download do Calendário de Eventos em formato pdf, através do Link disponibilizado abaixo. Para contactar a Marinha do Tejo, utilizar o email info@apaett.pt da Associação dos Proprietários e Arrais das Embarcações Típicas do Tejo.

Fonte ->

 

Lancha Poveira em exposição no "Junqueira em Festa"

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A Lancha Poveira do Alto está presente no programa "Junqueira em Festa", entre as 10h00 e as 23h30 no Largo do Passeio Alegre - Póvoa de Varzim. O programa "Junqueira em Festa" é da responsabilidade da Associação Comércio ao Ar Livre.

Saber mais aqui ->

 

GAMMA - Dia da Marinha do Tejo, 23 de Junho

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Para efeitos de divulgação não se esqueça que no dia 23 de Junho, Dia da Marinha do Tejo, a Marinha do Tejo se reune a partir das 10:00 diante da Praça do Comércio, em Lisboa.

Com os melhores cumprimentos,

Rui Ortigão Neves
Presidente da Direcção do GAMMA

Fonte ->

 


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