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Os Braços da Lancha - Luís Diamantino

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

Com “Fé em Deus” passam vinte anos e outros tantos se passarão se as vontades forem força. Manuel Lopes comandou a vida pelo sonho transformado realidade: ver a lancha dos poveiros tomar a dianteira ao tornar-se no maior símbolo da cidade.

Quando tomou posse como vereador da Educação e Cultura da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino propôs a lancha poveira como símbolo da cidade: “começamos a oferecer aos nossos visitantes ilustres uma miniatura da lancha poveira em prata ou metal, símbolo da coragem do pescador poveiro.

Entendemos também dar um impulso não só na manutenção, como na promoção das actividades que a lancha poveira tem feito ao longo dos anos, com destaque para a participação em encontros de embarcações tradicionais, onde tem personificado o que é de facto a alma do poveiro”.

Luís Diamantino, que integrou o corpo docente da Escola Eça de Queiroz, recorda que a sua meninice foi passada no Bairro Sul: “já corri três bairros mais antigos da Póvoa, mas foi no Bairro Sul que tive esse encontro prematuro com os pescadores.

Brinquei muito com os seus filhos e adorava ouvir estórias do mar contadas pelos mais velhos. Já como professor, conheci de perto o Manuel Lopes, um homem que sempre realçou a coragem dos nossos pescadores.

Na autarquia o nosso relacionamento cresceu e aproximou-me mais da lancha. Admiro os tripulantes, alguns não tem nada a ver com o mar, mas parecem marítimos de longa data. Têm orgulho no que fazem e são superiormente comandados pelo mestre Nia Preu, o homem do leme e o coração da lancha”.

Para o Vereador da Educação e Cultura, os ecos das participações da lancha poveira nos encontros de embarcações tradicionais são muito positivos. “Penso que a maior odisseia foi quando a lancha esteve em Brest, na França, com a presença do presidente Macedo Vieira. Será difícil voltar a acontecer. Os tripulantes contam muitas estórias dos encontros que participam.

O Manuel Lopes era riquíssimo a criar alguns momentos, às vezes embaraçosos para toda a gente, mas que tinham como objectivo promover a lancha e a Póvoa de Varzim. A lancha é uma embaixadora cultural da Póvoa e um monumento vivo da câmara municipal”.

Luís Diamantino orgulha-se de já ter viajado várias vezes na embarcação: “numa viagem a Vila do Conde, o mestre fez algumas manobras para demonstrar as artes de marear. A lancha tem sido uma escola para os tripulantes e sobretudo para os mais jovens. Também turisticamente é muito importante”.

Para o Vereador da Cultura, o primeiro encontro de Embarcações tradicionais da Póvoa, não pretendeu apenas festejar os 20 anos da Lancha: “tivemos um primeiro e teremos um segundo e um terceiro. Vamos tentar revitalizar isto, para que venham cada vez mais barcos e tripulantes à Póvoa de Varzim.

Com este primeiro encontro penso ter começado um novo ciclo porque passamos a ser também fazedores destas coisas ligadas ao mar e aos barcos tradicionais. Não haveria lancha se não tivesse existido o Manuel Lopes, e a tripulação sente que ele continua presente, no seu lugar do costume. Braço da Lancha é cada um daqueles homens que dá muito de si para que a lancha chegue sempre a bom porto. Sem tripulação não há lancha poveira”.

A Voz da Póvoa (7 Setembro 2011), p. 15.

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