Lancha Poveira

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VIAGEM A SANTIAGO DE COMPOSTELA

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VIAGEM DA LANCHA POVEIRA "FÉ EM DEUS" A SANTIAGO DE COMPOSTELA
27 a 29 de Julho

Esta sexta-feira, 27 de Julho, quando a manhã acordar o dia a lancha poveira do alto “Fé em Deus” faz-se ao mar para traçar o caminho marítimo para Santiago de Compostela. Caminhar sobre a água até Santiago com a lancha poveira, era um velho sonho de Manuel Lopes, (antigo director da Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim) revela o mestre da lancha poveira, Agonia Areias: “falamos muitas vezes desta viagem, da religiosidade do pescador poveiro, que sempre enfrentou o mar com a cruz no peito. Para Manuel Lopes era muito importante levar a lancha até Padron e depois caminhar até Santiago”. E acrescenta: “entre a tripulação há quem encare esta viagem como uma peregrinação a Santiago. Chegou a hora de fazer cumprir o destino”, conclui o mestre que liderou todas as viagens desde o bota abaixo da lancha poveira. A 15 de Setembro de 1991.

Três dias para a viagem estão programados para esta peregrinação. Reunidas as condições logísticas, as forças e as vontades, entre o Pelouro da Cultura da Póvoa de Varzim e a tripulação, a “Fé em deus” tomará o rumo até à ria de Arousa, para pernoitar em Carril, Vilagarcia de Arousa. No sábado com o apoio da Asociación Cultural Depotiva Rompetimons, membro da Federación Galega pola Cultura Marítima e Fluvial, manhã cedo a lancha poveira do alto subirá o rio Ulla até Padron, onde deverá ficar ancorada. A tripulação composta por 16 tripulantes, segue o caminho até Santiago de Compostela. O regresso deverá acontecer ao final da tarde. O domingo acordará cedo com a “Fé em Deus” a regressar ao cais da Póvoa de Varzim.

A lancha poveira do alto é um barco de boca aberta, de quilha, roda de proa e cadaste. Arma uma grande vela de pendão de amurar à proa. Como não dispõe de patilhão, um leme alteado assegura essa função. A “Fé em Deus” foi reconstruída segundo normas e modelos tradicionais locais e representa uma das últimas lanchas poveiras a ir ao mar na década de cinquenta do século passado. O início da construção deu-se a 27 de Fevereiro de 1991, com o levantamento da quilha no picadeiro e o bota abaixo a 15 de Setembro do mesmo ano.

Sem mais, com um grande abraço
José Peixoto

 

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