Lancha Poveira

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Sobre a Lancha

Os Braços da Lancha - João Pereira

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

A Lancha Poveira do Alto que no seu navegar agarra em terra qualquer olhar, fez-se "Fé em Deus" e dos homens que, ao longo de 21 anos, foram capazes de a levar e trazer a bom porto. João Pereira é dos tripulantes mais recentes mas tem o mar no sangue: "tenho uma sigla poveira na família, que vem do meu avô, conhecido por Tio João Manezé. Ele chegou a ter três catraias a seu cargo: o Joaquim, o Varzim e o Minas Gerais, por ter estado emigrado no Brasil. O meu pai pescou até aos 18 anos e também esteve emigrado em África. Na minha juventude fui algumas vezes ao mar com o meu pai, mas ele nunca quis que eu fosse pescador. Acabei por ir trabalhar para uma oficina de construção naval. Aprendi de tudo mas especializei-me em torneiro mecânico. Actualmente estou no negócio de revenda de peixe".

Nascido na Póvoa de Varzim em 1970, João Pereira revela como se tornou tripulante: "foi o Mestre Nia que me convenceu. A minha primeira vez foi numa saída ao mar com alunos de uma escola. Recordo-me também da viagem a Valbom. Fomos sempre à vela até ao cais de Afurada, onde almoçamos. Depois entramos pelo Rio Douro até Valbom. Para passar por baixo da ponte D. Luís tivemos de baixar o mastro".

A Voz da Póvoa (19 Dezembro 2012), p. 15.

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Os Braços da Lancha - António Pereira

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

“A construção da Lancha Poveira tem um pouco do meu suor e sinto orgulho nisso”, começou por dizer António Pereira para depois justificar: “na altura da construção eu estava desempregado. Embora a obra estivesse a cargo dos estaleiros Postiga & Feiteira, o carpinteiro foi o António Ferreira. Como o visitava todos os dias, ele convidou-me a dar uma ajuda na construção da lancha. Foi o trabalho que mais me orgulho de ter feito”.

António Pereira nasceu na Póvoa de Varzim em 1964. Aos 14 anos de idade começou a arte de serralheiro na indústria náutica. Não é descendente de pescadores mas foi na língua do mar que todas as brincadeiras da infância desaguaram. Aos 10 anos foi para o Clube Naval aprender a velejar. Competiu mais de 20 anos, tendo sido campeão nacional de Juniores, em parceria com António Vianez.

O antigo velejador recorda como integrou a primeira tripulação da Fé em Deus: “foi o Manuel Lopes e o Alberto Marta que me escolheram. No início a lancha esteve muito ligada ao Clube Naval e a tripulação era composta por mestres pescadores e elementos do clube. A lancha é um barco de boca aberta. Quando chovia era eu que ia tirar a água a balde e baldeava com água salgada. Era tudo feito à moda antiga”.

Para António Pereira a vela da lancha foi outro trabalho de exigência maior. “Foram os mestres Bandeira e Amaral que fizeram a vela. Com o tecido de uma vela antiga, foram com o Manuel Lopes à têxtil do Manuel Gonçalves, a Famalicão. No laboratório verificaram o tecido, e foi feito um igual para a vela da lancha poveira. Os antigos encascavam o pano para lhe dar resistência e agarrar melhor o vento. A actual é de lona e tem outra eficácia. Na pesca do bacalhau os poveiros eram conhecidos por terem os dóris mais rápidos porque sabiam cortar o pano como ninguém”, conclui.

O bota-abaixo e a primeira longa viagem da Lancha Poveira são memórias que jamais esquecem: “milhares de pessoas a assistir, ver no rosto a emoção dos velhos pescadores e integrar um restrito grupo de pessoas que foram ao mar na Fé em Deus, foi inesquecível. Depois fomos a La Guardia, na Galiza, onde as velhas lanchas poveiras arribavam com o mau tempo. Nesse dia, o mar estava mauzinho e fazia-se acompanhar por uma nortada que só os velhos lobos-do-mar contrariavam à vela. Decidiu-se ir a reboque. Fomos recebidos em festa, com ranchos folclóricos e muita gente a aplaudir. Sabíamos da relação dos antigos pescadores poveiros com aquela terra. Até existem siglas na porta e no púlpito da capela de Santa Tecla, onde o poveiro virava o norte à telha”.

Para o antigo tripulante, Manuel Lopes ficará umbilicalmente ligado à Lancha Poveira. “Durante a construção era uma presença constante junto da lancha, a tirar fotografias. Foi o grande obreiro da Fé em Deus. Nas viagens, ia muitas vezes à proa, a fotografar”. E acrescenta: “ ele era muito temperamental. Em Setúbal, a organização ficou de arranjar um barco para nos acompanhar durante a regata dos Galeões do Sado, mas ninguém apareceu. Depois de vencer a regata foi-se o vento. Enquanto remava-mos, o Manuel Lopes ligou para a organização e abriu o dicionário das tempestades. No entanto, tinha um enorme respeito pelos pescadores, dentro da lancha só eles podiam abusar na brincadeira. Sentia-se feliz entre a gente do mar. A lancha poveira era corpo do seu sangue”.

Quanto ao voltar a navegar na Fé em Deus, António Pereira hesita na resposta: “já tive o meu tempo. O que gosto mesmo é de ver a lancha a sair a barra à vela. Ninguém imagina o prazer que me dá. Estar a bordo é outra adrenalina, outra paisagem, mas vista de terra é uma beleza. É como se no mar navegasse a saudade. Talvez um dia, quem sabe”.

A Voz da Póvoa (3 Julho 2013), p. 15.

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Orgulho de ser Mestre da Lancha

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Orgulho de Ser Mestre da Lancha "Fé em Deus"
Por Ana Trocado Marques

Manuel Agonia
75 anos, Mestre da Lancha Poveira do Alto

In: Jornal de Notícias: JN Cidades: Gente Daqui: Póvoa de Varzim (8 de Junho 2011), p. 16.

Discurso directo:
"Comecei ao mar muito novo. Tinha 10 anos"

 

Que Linda Vai a Lancha

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Uma tarde na lancha poveira foi o resultado de um pedido endereçado por Paula Ramos, coordenadora do Curso de Educação e Formação de Adultos da Escola EB 2,3 de Rates, a Manuel Costa, director da Biblioteca da Povoa de Varzim.

A Voz da Póvoa (8 de Junho 2011).
Texto: José Peixoto

Ver a notícia online aqui -> | Ver PDF ->

 

Relatório de visitas - 1ª semana

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Na primeira semana de disponibilização online (apresentado no Salão Nobre da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim no dia 31 de Maio de 2011 numa conferência de imprensa onde foi também apresentado o Programa das Comemorações), o sítio das Comemorações dos 20 anos da Lancha Poveira do Alto - Fé em Deus, registou mais de 3400 vizualizações de páginas.

 


PAÍS DE ORIGEM DAS VISITAS

País (percentagem de visitas)
Portugal (76,4%)
Polónia (8,9%)
Espanha (8,4%)
Brasil (2,2%)
França (1,1%)
Holanda, EUA (0,5%)
Canadá, Suíça, Reino Unido, África do Sul (0,4%)


CONTEÚDO
das 92 sub-páginas, as mais visualizadas foram:

Imagem de apresentação das comemorações (37,2%)
Património Marítimo > Galeria de imagens (4,9%)
Actividades > No mar (3,7%)
Notícias > Sobre a lancha (3,5%)
Bibliografia > Boletim Cultural (3,4%)
Actividades > Tripulação (3,1%)
Actividades > Por ano (2,8%)
Recuperação da Lancha > Cronologia (2,2%)
Multimédia > Vídeos (2,1%)
Rede Cultura do Mar > RNCM (2%)
Outros...


ORIGEM DE TRÁFEGO

Portal da Câmara da Póvoa de Varzim / Sítio da Biblioteca Municipal (29,1%)
Acesso ao endereço exacto (17,6%)
Pesquisa Google (16,4%)
Link no blogue "Caxinas a Freguesia" (14%)
Ligação no Facebook (10,3%)
Sítio "Cultura Marítima" (8,2%)
Outros ...

 


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