O vigor da Lancha Poveira do Alto, após 21 anos

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A anteriormente referida viagem da lancha poveira do alto “Fé em Deus” à Galiza, correu bem. Partimos da Póvoa cerca das 5:30 da manhã do dia 27 e foram doze horas e meia de viagem. O tempo sempre se manteve muito carregado, de um cinzento que misturava céu e mar numa única tonalidade. Após passagem da fronteira marítima, entramos no porto d´A Guarda para uma pausa rápida, porto esse também com grande tradição nas grandes lanchas de pesca volanteiras.

Chegamos então a Carril com o sol já baixo, e aí passamos a primeira noite, saíndo na manhã seguinte bem cedo, de novo a navegar, rio Ulla acima até Padrón, viagem de cerca de duas horas, só a motor e com a ajuda de um “piloto” local.

Após o regresso de novo a Carril e a um tardio almoço, aproveitamos o sol de fim de tarde para navegar para o porto de Ribeira, onde atracamos na marina, jantamos e dormimos a bordo da lancha. A noite esteve ventosa e fria, mas para quem escolheu dormir numa pana (bancos intermédios destas embarcações), como eu, o abrigo foi excelente, não se sentindo qualquer ponta de vento ou frio.

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