A Lancha Poveira Navegou Até Santiago de Compostela

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A Lancha Poveira sempre a navegar
por José Peixoto

 

O vento dormia sossegado e a noite embaciou o dia de nevoeiro. Faltava um quarto para as seis da manhã, quando a Lancha Poveira do Alto se fez ao mar, rumo a Santiago de Compostela.

Pouco depois o motor assobiou, a temperatura subiu e o coração dos tripulantes balanceou mais que a “Fé em Deus”. Uma verificação ao óleo, refrigeração e outros ais possíveis, não revelaram qualquer anomalia. O mestre reduziu as rotações e a viagem voltou a ganhar rumo, sem mais queixas do motor.

A manhã nasceu com vista curta. Um mar cinzento da cor do tempo, tão igual que se confundia com o céu. Quando o nevoeiro abriu um pouco a costa aproximou-se dos olhos. A meio da manhã o vento acordou e a vela subiu no mastro.

O tempo não vive de esperas, aproximava-se o meio-dia e a lancha aportava em Lá Guardia. O cais encheu-se de curiosos e perguntadores. Os mais velhos recordavam as lanchas do antigamente, ancoradas à espera do vento norte. Era o tempo em que o pescador poveiro subia o monte de Santa Tecla para virar a telha na capela (virar o norte) e gravar as siglas da embarcação na porta do templo.

Esta paragem de meia hora serviu para o tripulante José Ferreira carimbar, no Ajuntamento, as credenciais do peregrino. O mesmo aconteceria em Carril, Padrón e Santiago.

Reportagem desenvolvida, com todas as fotos, na edição desta semana..

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