Pescadores voltam a alertar para assoreamento da barra e exigem intervenção “urgente e capaz”

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Os pescadores da Póvoa de Varzim dizem que a barra está 'assoreada e muito perigosa' e, mais uma vez, exigem a intervenção 'rápida' do Instituto Portuário e Transportes Marítimos (IPTM).

O alerta foi lançado hoje pelo presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM) que, à semelhança do que bem acontecido em anos anteriores, volta a sublinhar que está em causa não só a sobrevivência, mas também 'a vida dos pescadores'.

José Festas avança que a barra já deveria ter começado a ser desassoreada em Agosto, porque 'no inverno o processo é muito mais complicado e moroso”.

'Em vez de a draga demorar dez dias a retirar 20 mil metros cúbicos de areia do mar, vai demorar 50', explicou.

O também armador disse que já alertou o IPTM para esta situação, mas foi-lhe dito que 'existe uma verba de 300 mil euros para desassorear a barra da Póvoa de Varzim, só que ainda não foi disponibilizada' pelo Governo.

Mas José Festas garante que, com essa quantia, só será possível retirar '15 mil metros cúbicos de areia, quando há necessidade de extrair mais de 50 mil' para a barra ficar segura e com vagas de mar que permitam a navegabilidade.

Ora, 'o que pretendem fazer não é nada e não vai resolver os problemas dos pescadores da Póvoa de Varzim que, até agora, têm tido muita sorte quando entram com as suas embarcações no porto de pesca local'.

José Festas sublinhou que se a barra não for dragada 'rapidamente, as cerca de 40 embarcações que, diariamente, entram na Póvoa de Varzim vão ter que parar, o que vai trazer prejuízos incalculáveis para os pescadores locais'.

Nesse caso, os barcos deixam de poder entrar e sair nesta zona, sendo obrigados a 'recorrer a portos vizinhos, como Matosinhos ou Viana do Castelo, para não ficarem em terra e aí têm que pagar coimas', alertou.

José Festas sublinhou que pior do que o prejuízo para os homens do mar 'é mesmo a possibilidade de ocorrência de acidentes'.

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