Os Braços da Lancha - João Pereira

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Os Braços da Lancha
por José Peixoto

A Lancha Poveira do Alto que no seu navegar agarra em terra qualquer olhar, fez-se "Fé em Deus" e dos homens que, ao longo de 21 anos, foram capazes de a levar e trazer a bom porto. João Pereira é dos tripulantes mais recentes mas tem o mar no sangue: "tenho uma sigla poveira na família, que vem do meu avô, conhecido por Tio João Manezé. Ele chegou a ter três catraias a seu cargo: o Joaquim, o Varzim e o Minas Gerais, por ter estado emigrado no Brasil. O meu pai pescou até aos 18 anos e também esteve emigrado em África. Na minha juventude fui algumas vezes ao mar com o meu pai, mas ele nunca quis que eu fosse pescador. Acabei por ir trabalhar para uma oficina de construção naval. Aprendi de tudo mas especializei-me em torneiro mecânico. Actualmente estou no negócio de revenda de peixe".

Nascido na Póvoa de Varzim em 1970, João Pereira revela como se tornou tripulante: "foi o Mestre Nia que me convenceu. A minha primeira vez foi numa saída ao mar com alunos de uma escola. Recordo-me também da viagem a Valbom. Fomos sempre à vela até ao cais de Afurada, onde almoçamos. Depois entramos pelo Rio Douro até Valbom. Para passar por baixo da ponte D. Luís tivemos de baixar o mastro".

A Voz da Póvoa (19 Dezembro 2012), p. 15.

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